sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Como criar um Blog

Há muitas pessoas perguntando como fazer um Blog, se é gratuito ou não e onde pode ser hospedado. Meu Blog foi criado no Blogger. Para auxiliar aqueles que querem construir o seu próprio, pesquisei um tutorial (uma “receita” de como fazer). Para ler as instruções, clique aqui.

Programas (softwares) educacionais grátis

É comum a todas as escolas o entusiasmo ao ser criado um Laboratório de Informática. Os computadores, novos ou usados, assemelham-se a cadernos novinhos. Com o tempo, porém, alguns laboratórios acabam sendo deixados de lado, por falta de recursos, por falta de acesso à Internet ou por falta de softwares úteis ao trabalho educacional. Em outros casos, porém, isso acontece por puro descaso.

Há um consenso de que softwares educacionais são muito caros. O que, em certos casos, é verdade. Mas hoje encontrei um site com uma série deles disponíveis para download gratuito. Não testei todos, mas há programas para serem usados desde a Educação Infantil até o Ensino Médio.

O endereço da página de downloads é http://www.emack.com.br/info/download/download.php e basta clicar nos links para encontrar a lista de programas.

Parabéns ao Colégio Presbiteriano Mackenzie pela disponibilização dos programas!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Estados contra o aumento salarial dos professores

Em última análise é isso. Li no correio do povo, do dia 30/10/2008, que “Seis estados ajuizaram ontem, no Supremo Tribunal Federal (STF) Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a transformação do Piso Nacional do Magistério em salário inicial. Os governadores de RS, SC PR, MS, CE e RR argumentaram que o projeto de lei do Piso, na forma como está, rompe a regra federativa e tira dos estados a autonomia para contratações de professores.”

A Lei contra a qual os seis estados entram com Adin é a LEI Nº 11.738, DE 16 DE JULHO DE 2008. Essa lei prevê piso mínimo de R$ 950,00 para uma jornada de trabalho de 40h semanais, e piso proporcional para jornadas menores. A mesma lei prevê que “Na composição da jornada de trabalho, observar-se-á o limite máximo de 2/3 (dois terços) da carga horária para o desempenho das atividades de interação com os educandos.” Também isso é questionado pelos governadores dos estados acima citados. Yeda é contrária a esse parágrafo da lei e justifica que “seriam necessários mais 27 mil docentes”.

Então me questiono: Qual o real valor do professor para determinadas pessoas? Divida esse valor do piso salarial (R$ 950,00) por 30 dias de trabalho e o resultado por 8 horas diárias... Qual o valor encontrado? R$ 3,95! Um professor não merece ganhar esse valor por hora de trabalho quando entra no quadro de carreira do magistério?

Quanto ganha por hora um(a) governador(a)? É interessante fazer a proporção. Enquanto é necessário negociar por meses um aumento para professores, os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário têm freqüentemente aumentos consideráveis.

O interessante, e mais trágico, é que estes governadores lutam contra um piso que, em caso de o estado não conseguir pagar, será bancado pelo governo federal! Assim se vê o quanto a Educação é preocupação de alguns governos... Espero que em 2010, ao ouvir falar em incentivo aos professores, nos lembremos de quem acha demais professores começarem a trabalhar recebendo R$ 3,95 por hora!

sábado, 25 de outubro de 2008

Palavras que "complicam"

A propósito, no post anterior, algumas palavras podem gerar dúvidas. Como professor, achei interessante comentá-las:

Sessão
é o espaço de tempo que dura uma reunião.
Seção, ou secção é um departamento, repartição, ou parte de um todo.
Cessão é o ato de ceder, transferir, colocar à disposição.
Caçar é perseguir (animais, por exemplo), procurar, buscar.
Cassar é tornar nulo ou sem efeito.

Memória curta

Uma amiga (que pediu para não ser identificada) vem falar comigo sobre meu post Política, politicagem, ‘apolítica’. Entre tantas outras coisas, comenta que o povo tem uma memória muito curta. Questiona quem lembra da sessão da Câmara onde foi votada a cassação do mandato do então prefeito de Cacequi em 2007.

Recorda, essa minha amiga, por exemplo, que houve uma acusação muito grave de suborno, envolvendo a quantia de R$ 10 mil reais, e que foi comentado, na referida sessão e nas notícias publicadas em jornal local, que teria sido gravada, com autorização da justiça, a entrega de R$ 3,4 mil. Então, como numa tentativa de um golpe fatal em meu otimismo, ela pergunta: E alguém ainda fala disso? Alguém lembra?

Sinceramente, não sei se existe gravação, autorizada ou não, nem sei se houve realmente denúncia de tentativa de suborno. Ouvi muitos boatos na época, mas não sei o que há de real e o que existe de especulação.

No entanto, essa discussão me deu motivo para refletir uma outra questão da falta de memória. Vamos fazer um teste (seja sincero, não vale “colar”!). Responda rapidamente às seguintes questões:

Você lembra em que ano votou em presidente, senador e deputados pela última vez?
Sabe quando será a próxima eleição?
Lembra quem foi seu candidato a presidente? (essa é moleza)
Quem foi o candidato a senador?
Quem foi o candidato a deputado federal?
Quem foi o candidato a deputado estadual?
Quem foi seu candidato a prefeito em 2004?
Quem foi seu candidato a vereador em 2004?
O que cada um deles fez durante seu mandato, se eleito?

Se você respondeu prontamente e corretamente a estas questões, parabéns! Você é um(a) eleitor(a) consciente. Se não conseguiu responder à maioria das questões, então você tem assinado uma procuração em branco para que pessoas façam o que quiserem em seu nome!

Acredito que um dos maiores problemas políticos no país é essa falta de comprometimento político dos eleitores, que não cobram de seus eleitos o trabalho que deveria ser feito e que, em alguns casos, não acontece. Mas passado é passado. Temos que aprender com ele e seguir adiante.

Quem sabe agora, com recursos como meios de comunicação, Internet e outros, passamos a ficar mais atentos aos atos de quem elegemos ou vamos eleger? 2010 está chegando e em 2009 começamos um novo governo municipal. É sempre bom estar atento!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Politica, politicagem ou "apolítica"

Tenho ouvido muitas idéias a respeito de política. Alguns de meus interlocutores são radicais em suas idéias, defendendo-as contra todos os fatos e argumentos. Outros conseguem perceber pontos de vista diferentes e produzem crescimento a partir disso. Eu, na maioria das vezes, me contento em questionar. Também tenho minhas idéias.

Bom, vamos lá. Tenho identificado, basicamente, três visões a respeito de política: os que dizem que não gostam dela (se denominam apolíticos, como se isso fosse possível), aqueles que acreditam que a política é algo bom, que pode auxiliar no desenvolvimento da sociedade e ainda aqueles que entendem a política como algo sujo, desprezível, que só serve para que alguns aproveitadores obtenham lucro.

Acredito que é impossível ser apolítico, porque cada decisão nossa é uma decisão política. Até mesmo abster-se é uma decisão política, que equivale a concordar com o que está acontecendo.
Dizer que política é assim mesmo, considerando que não há solução, que não há pessoas honestas, honradas que sirvam como alternativa, é um pessimismo que também leva à estagnação e à manutenção de situações errôneas e a garantia de que pessoas corruptas ou incompetentes poderão perpetuar-se no poder por apatia de um eleitorado conformista. É confundir política com politicagem. É não se preocupar, a fundo, com os destinos de um povo, por puro comodismo.

Há ainda uma terceira alternativa. São as pessoas que acreditam na democracia dentro da verdadeira acepção da palavra. São as pessoas que não se deixam levar por discursos superficiais, cheios de malícia ou de “coitadismos”, discursos estes cuja intenção é pura e simplesmente confundir e enlevar a massa inconsciente, que chora e ri, e garante, com sua falta de consciência política, o emprego de uns poucos, baseados em promessas de mudanças que nunca acontecem.

As pessoas que acreditam na política em seu sentido mais nobre podem até errar em suas escolhas, mas aprendem com seus erros, e procuram sempre cobrar postura ética e responsável dos governantes.
Se analisarmos a fundo, existem duas condições: conformismo ou inconformismo. Aceitação acrítica ou eterno questionamento. Busca de uma política baseada na ética e na moral, ou busca de uma politicagem de novos ou velhos donos. Cada pessoa, no seu dia-a-dia faz essa escolha. Não só nas eleições, mas a cada momento de suas vidas, em cada ação do cotidiano. De que lado você fica?

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Joãozinho arrumou uma namorada, e agora?


Meu amigo Joãozinho arrumou uma namorada. Até aí tudo bem. O problema é que, para tentar arrumar uma namorada, ele chamou um monte de amigos e prometeu uma coisa para cada um. Para o Paulinho, prometeu emprestar uma calça, para o Marcelinho, prometeu emprestar uma camisa, e por aí adiante. Prometeu tanto que já nem lembrava mais o que tinha prometido a cada um.


Os amigos ajudaram a “fazer a cabeça” da Mariazinha para que o namorasse. E assim, com a ajuda de todos os amigos, numa bela tardezinha de domingo, Joãozinho recebe a notícia num telefonema de Mariazinha: “Tá bom, eu topo namorar!”


No primeiro momento, tudo foi festa para Joãozinho. Alegria, emoção... Mas depois, ele começou a lembrar (ou foi lembrado) de todos os favores que prometera. E agora? Um chegou pedindo uma camisa, o outro uma calça, um terceiro a bicicleta, outro ainda um boné... E a sucessão de pedidos parecia não ter fim. Em alguns casos, havia dois ou três amigos que queriam o mesmo objeto emprestado.


Joãozinho, que não estava preparado nem para começar o namoro, nem para esse monte de cobranças, está meio perdido. Nem pensa direito no namoro, só em dar um jeito nos amigos. Para alguns, já disse que não vai emprestar nada, porque não precisou da ajuda deles. Para outros, não sabe o que dizer.


Enquanto isso, Mariazinha espera. Acaba sendo a menos lembrada, coitada! Todo mundo na escola do Joãozinho só comenta o que ele vai fazer para contentar a todos. Ninguém lembra do principal, que é o namoro. E a conversa cada vez chega mais longe. Tem colegas até apostando para ver a quem Joãozinho vai emprestar suas coisas.


Pobre do Joãozinho, se fosse um pouco mais esperto, não tinha entrado nessa enrascada! Para acabar com os falatórios, teria que ter coragem e tomar uma decisão. Mas, e cadê coragem? Não sei não, mas acho que esse namoro do Joãozinho não vai longe desse jeito! A Mariazinha espera impaciente o dia do primeiro beijo, e o pretendente, pelo jeito, não vai ter nem roupa para ir ao encontro!


Dizem os pessimistas que há duas tragédias na vida: uma é não conseguir aquilo que ser quer... Outra, é conseguí-lo!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

A laranja do vizinho é sempre mais docinha...

Assisti hoje a um começo de discussão, que só não se tornou ferrenha por falta de tempo. O que vem de fora é realmente melhor, ou todos somos iguais?

Primeiro vamos tentar entender essa história do “que vem de fora”. Isso nos remete aos tempos das primeiras navegações, a chegada dos espanhóis e portugueses no continente americano. Vários povos indígenas trataram os recém chegados como deuses (é importante lembrar que, nestas culturas, tudo que não podia ser explicado racionalmente era atribuído à divindade). O resultado? Bom, todos lembram da história.

Até hoje guardamos resquícios dessa cultura. Por isso costumamos dar maior valor a quem não é de nosso meio, quando esse alguém vem de um lugar que tem status (uma cidade grande, uma universidade conhecida, etc.). Por outro lado, se a pessoa vem de um lugar menor, ou de menos status, a consideramos como se tivesse menor valor.

Por outro lado, considerar que todas as pessoas têm o mesmo preparo para realizar uma determinada tarefa é, no mínimo, uma perigosa inocência. Sempre haverá pessoas mais, ou menos, preparadas. Isso depende das experiências pessoais, da formação, do interesse e, até mesmo, das características biológicas inatas!

Onde quero chegar com tudo isso? Bem, se eu prefiro a laranja do vizinho, é porque não gosto de nenhuma das minhas. Escolher uma pessoa de outro lugar para realizar determinada atividade significa considerar que no lugar onde vivemos não há ninguém competente para desenvolver a função. A meu ver significa desprezar os talentos locais. Quem acredita na possibilidade de desenvolvimento de uma cidade, deve, necessariamente, acreditar nas potencialidades de seu povo, não desprezá-lo.
Antes de cobiçar as laranjas do vizinho, prove o sabor de suas próprias... Pelo menos você poderá fazer uma escolha consciente.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

O que está por trás da morte de Eloá

Primeiro, o choque do seqüestro em Santo André. Depois a torcida para que tudo terminasse bem. Mais tarde, o desejo de que Lindemberg fosse morto a tiros. Depois a tragédia. A busca dos culpados. O despreparo da polícia. As acusações de pedofilia (se Eloá tinha quinze anos, e namorava há três, então esse namoro começou aos doze, enquanto ele teria dezenove anos). Os tratamentos psicológicos. As doações de órgãos. Tanta coisa para emocionar e indignar! Tantos fatos para repensar a vida, abraçar os filhos e não os deixar sair de casa (afinal, não se sabe quem será o próximo, dizem os mais radicais).

Pretendia escrever um grande texto sobre isso, mas algo lá no fundo do cérebro não pára de me incomodar. Um pensamento frio e calculista, que me questiona: o que está por trás disso? Quantas pessoas morrem baleadas por dia? Quantas no trânsito? Quantas são sacrificadas pela miséria, pela fome, pela falta de saneamento? Por quantas pessoas caídas na rua, bêbadas, doentes, pedintes, passamos antes de chegar em frente à nossa televisão para assistir, emocionados, a tragédia em rede nacional?

Por que, algumas vezes, os meios de comunicação pegam uma notícia do cotidiano e a transformam em uma novela que se arrasta por dias? Seria busca de Ibope? Seria para que não prestássemos atenção a outras pequenas notícias que são dadas todos os dias sem destaque? Enquanto choramos a morte de Eloá, quantas coisas deixamos de questionar?

Fiquei mais impressionado, nos últimos dias ao saber que nosso presidente tem garantido por lei o direito de, após deixar a presidência, ter ao seu dispor, em caráter vitalício, quatro seguranças particulares e dois carros oficiais custeados com dinheiro público. (Desculpem, não sei se a lei é nova ou se eu é que estava desinformado).

Acho que o “bichinho da paranóia” apoderou-se do meu ser, mas a partir de hoje, quando os noticiários repetirem uma mesma notícia com tanta ênfase, vou prestar mais atenção às notícias ditas em voz baixa. Talvez ali estejam presentes grandes e alarmantes verdades!

A crise dos 80

Após verificar o gabarito de mais uma prova de concurso público, verifico minha média: 83. É uma sina: primeiro concurso, 86; segundo, 83; terceiro, 87; quinto, 84; sexto, 87; oitavo e atual, 83. Está certo, eu poderia ter me esforçado mais (lembro aquela música Epitáfio: devia ter estudado mais, me esforçado mais, até o sol nascer...). Mas a questão aqui é outra.

No primeiro concurso e no quinto, tirei a segunda melhor nota. No segundo, terceiro e sexto, a melhor média... Nos dois últimos, sequer figurei entre os dez melhores. O que mudou? A concorrência! Se antes a maioria das pessoas tinha suas médias entre 50 e 60, essas médias vêm crescendo graças ao esforço pessoal, ao crescimento da qualidade na educação e, principalmente, ao acesso à Internet, que faz com que se consiga encontrar leis, livros, apostilas e tudo o mais em poucos minutos, sem sair de casa e, em muitos casos, de graça!

Já cheguei a uma conclusão, vou ter que passar para o time dos 90, se quiser ter chance de ver meu nome em primeiro lugar. Aliás, já há concursos que são decididos através de sorteio, porque várias pessoas alcançam a nota máxima (aqui chamamos de “gabaritar”). Isso requer uma mudança de atitude, estudo diário, esforço, disciplina.

Ao tomar essa decisão, penso naqueles estudantes que comemoram ao tirar um 50 ou 60 (a média, dependendo da escola) no boletim, numa sensação de alívio, como alguém que foi para a forca e, na hora H, o nó se desfez. Que chance há, em nossos dias, para quem fica restrito aos 50, 60%?

Creio que há a necessidade de revisão urgente neste paradigma, em que pais e estudantes correm ao boletim somente para ver se “escapou dos vermelhos”. É preciso um novo paradigma, o da qualidade em educação. Uma educação que busque a autonomia, o progresso individual e social e a retomada dos bons valores, não apenas no planejamento, mas na prática. Não apenas na ponta da língua, mas na consciência de professores, gestores, pais e estudantes.

Se todos formos assim, talvez não sejam mais necessários concursos públicos... Pessoas empreendedoras tendem a seguir seus próprios rumos. Quanto a mim, continuo aqui, remoendo minha crise, mas dando um passo largo em busca de um novo paradigma: os 90%!

domingo, 19 de outubro de 2008

Gosto é gosto...

Acabo de cair “de pára-quedas” no Blog do Zeca Camargo (http://colunas.g1.com.br/zecacamargo/) e deparei-me com a lista das mil músicas (!!!) preferidas por ele. Em princípio achei a idéia absurda, mas acabei seduzido pelos comentários feitos para os posts.

É incrível a diversidade de idéias que encontramos ali. Alguns dando parabéns pela lista, outros emocionados, outros raivosos, outros ainda indignados por não haver só músicas nacionais, ou por não ter sido citado determinado autor ou música.

Por aí desfilam nossas discussões do cotidiano, desde o prato preferido até o time de futebol, passando por política, religião, orientação sexual, e tantas outras questões para as quais temos muitas vezes pré-conceitos (não usei a palavra preconceitos para não ferir a suscetibilidade de ninguém).
Esta análise dos comentários faz-me pensar em quantas vezes somos intolerantes em relação à opinião de outras pessoas. Uma coisa é discordar, outra coisa é tentar impor aos outros aquilo que acreditamos ser verdadeiro. Há poucos dias alguém me disse que não devemos ser extremistas. Acabo de reformular meus conceitos... Podemos ser extremistas, só não devemos impor nossas opiniões aos outros.

O real e o fictício


Tenho procurado me manter atualizado em termos de Internet (e olha que estou longe de conseguí-lo!), mas hoje tive uma prova de que há muito que pensar a esse respeito.
Após construir meu avatar no aplicativo BuddyPoke!, no Orkut, enviar e receber alguns abraços, pulos e acenos, recebo esse comentário através do MSN: “Karacas, vc é bem parecido com seu buddy!!!!!” (Traduzindo: Puxa, você é muito parecido com seu avatar!).


Isso foi um golpe na minha auto-estima! Eu estava pronto para receber um elogio, algo do tipo: “Parabéns, você construiu um avatar muito parecido consigo mesmo!”, mas me vejo reduzido a um ser semelhante ao meu personagem!


Essa inversão do que é real e do que é fictício me preocupa. Até que ponto o que se passa na Internet pode ser considerado real? Até que ponto é fictício? E, principalmente, as pessoas estarão prontas para distinguir o real e o imaginário num mundo virtual?


Acredito que sejam questões abertas, não para serem respondidas, mas para serem discutidas. Tenho percebido que, para muitas pessoas, a Internet é uma outra dimensão, onde nos tornamos pessoas diferentes, como num sonho, onde podemos ser o que quisermos. Talvez por isso aplicativos e jogos que permitem construir personagens virtuais e vidas paralelas façam tanto sucesso. O que me preocupa é o que acontece na vida real enquanto estamos “conectados”.


Quantos jovens acumulam milhões em suas vidas virtuais, construindo casas, criando famílias, obtendo sucesso, enquanto continuam sentados em frente a um computador, descuidando de suas vidas reais? Até que ponto o tempo utilizado na Internet tem sido produtivo?


Não considero que o uso da Internet seja um retrocesso nas vidas das pessoas... o rádio, a televisão, a fotografia, o telefone e tantas outras formas de comunicação também foram vistas com preocupação em algum momento de sua existência. A questão é a orientação que nossas crianças e jovens estão tendo para fazer um uso consciente dos recursos que têm à sua disposição.


Todo processo comunicativo é bem-vindo desde que orientado para um uso consciente e crítico. Eis nossa responsabilidade como pais e professores: tentar manter-nos atualizados e, ao mesmo tempo, orientar as gerações para um uso mais consciente da comunicação. Enquanto isso, fico aqui, competindo em originalidade com meu próprio avatar.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

O rato e o leão

Todos conhecem aquela fábula do rato que, estando nas garras do leão, prometeu que, se fosse solto o ajudaria em outro momento. O leão, rindo, soltou-o. Mais tarde, o felino ficou preso no laço dos caçadores e o rato, agradecido, roeu a corda para salvá-lo.
Essa expressão, “roer a corda”, me traz lembranças de outras situações, mas no sentido inverso. Em geral, usamos a expressão para indicar alguém que, quando mais necessitamos, nos abandona à própria sorte.
Observo alguns leões bastante desconfiados de que, em breve, o rato esquecer-se-á de retribuir os favores, tão essenciais, que o deixaram em boa situação. O rato? Este afirma que não depende de ninguém... Desconfio que os leões, na primeira oportunidade, tentarão devorá-lo, como recompensa aos favores prestados. É a lei da selva!

Sobre DOM e TREINO

Todos nós já assistimos, extasiados, aos dribles de diversos jogadores de futebol. Quando jogo com alguns de meus estudantes, e vejo a facilidade com que dominam a bola e passam por mim para fazer o gol, penso comigo “Isso é um dom!”. Mas vamos analisar mais de perto essa questão.
O dicionário Aurélio diz que dom é “1- dádiva, presente; 2- qualidade inata; 3- mérito, merecimento; 4- poder”.

Em relação ao dom de ensinar, considero que algumas pessoas, por suas experiências de vida, têm qualidades que facilitam seu trabalho. Mas não considero que haja um dom que exclua a necessidade de estudo e aperfeiçoamento. Imaginar que alguém, por sua condição inata, já tem talento suficiente para fazer algo é, em minha análise, um preconceito. Ter dom para algo é importante? Sim. Mas às vezes o esforço individual de alguém “sem dom” (se é que isso existe), supera sensivelmente as habilidades inatas de quem não se preocupa com seu aperfeiçoamento.

Voltando ao tema do futebol, percebemos que jogadores só são capazes de realizar suas jogadas mirabolantes por treinar diariamente. Observamos isso quando um jogador está lesionado e fica sem jogar algumas semanas. Nos primeiros treinos após sua volta aos gramados, o “dom” parece ter desaparecido, mas o esforço diário, o treino, o aperfeiçoamento, o trazem de volta ao condicionamento que permite fazer mágicas com a bola.

Em educação, somente o aperfeiçoamento contínuo torna o professor um ser capaz de estar à frente de seu tempo. Todo professor é um formador de opiniões e um exemplo para seus próprios educandos. Talvez por isso seja tão importante ter essa postura de eterna busca. O que convence mais um estudante: o discurso sobre a importância de estudar ou o exemplo? Repensar esta questão talvez seja um dos segredos para o sucesso...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Parabéns professores




Achei a imagem muito bonitinha... recebi no Orkut e repasso a todos os professores!


segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Ser ou não ser professor

Nos últimos tempos, há uma onda de discussões em nossa cidade sobre o que é ser professor. Não dei minha opinião antes, por não querer minhas palavras sendo usadas em campanhas... Mas vamos lá, também exercerei meu direito democrático.

Se eu fizer alguns curativos, eu poderei me autodenominar enfermeiro? Se eu receitar alguns remédios para outras pessoas em minha casa, poderei me denominar médico? Se eu defender alguém, poderei me chamar advogado? Se eu considerar alguém culpado de algo, poderei dizer que sou um juiz? Se eu projetar uma casa, poderei afirmar ser engenheiro? A resposta em todos os casos é não!

É preciso curso superior para ser professor? A lei diz que sim! Qualquer concurso na área do magistério exige, obrigatoriamente, formação em nível superior. Então é o diploma que nos torna professor? Não só ele...

Professor ou professora é quem, todos os dias, acorda e dorme pensando em que tipo de trabalho vai realizar com seus estudantes... É quem fica até tarde da noite, ou durante os fins de semana, corrigindo provas e trabalhos, fazendo avaliações... É quem dá real valor ao estudo e também continua estudando, fazendo cursos, se atualizando, discutindo educação, lendo... É quem vai, mesmo fora de sua hora de trabalho, ajudar nos eventos da escola, procurando fazer desta um lugar cada vez melhor para todos os estudantes.

Ser professor é não escolher dar aula somente para os “bons”. É acreditar que todos podem aprender, e dar especial atenção àqueles que necessitam de um tempo maior para atingir seus objetivos. É, em muitos casos, ir até a casa dos estudantes para ver o que está acontecendo, para trazê-los de volta à sala de aula. É prover meios, muitas vezes do próprio bolso, para que os estudantes possam ter condições dignas de estudar.

Principalmente, ser professor é fazer tudo isso sem precisar fazer propaganda de si mesmo. É ter a consciência de que, se um estudante passa em um concurso, isso foi resultado do trabalho de um grande grupo de profissionais, desde a Educação Infantil, passando por Séries Iniciais, Séries Finais e Ensino Médio, juntamente com as famílias. E que, portanto, não existe um único responsável direto pelo sucesso deste estudante.

Cada profissão exige uma formação inicial, exige algum tipo de registro. Por que no magistério deveria ser diferente? Por que a palavra PROFESSOR poderia ser usada por qualquer um? Considero isso um desrespeito para com o esforço de pessoas que abrem mão de tantas coisas em suas vidas e lutam por um ideal de educação.

Acredito que cada pessoa deva valorizar sua própria profissão. Então que tal, a partir de hoje, cada um de nós começar a se denominar pela profissão que realmente tem? Eu vou continuar usando a palavra PROFESSOR, pois é o que consta em minha carteira profissional, e vou tentar, a cada dia enaltecer mais e mais minha categoria, que é vítima de tanta desvalorização.

Ao nos aproximarmos do dia 15 de outubro, quero deixar a minha homenagem a todos os professores de nosso município, sejam de escolas rurais ou urbanas, municipais, estaduais ou particulares. Deixo meu incentivo a todos os que estão estudando para exercer essa bela profissão e àqueles que estão se formando, coroando com êxito essa etapa de suas vidas.
Parabéns a todos os PROFESSORES de fato e de direito!