segunda-feira, 8 de outubro de 2012

A CENOURA E A TARTARUGA


Certa vez, quando ainda estudante do Ensino Fundamental, ouvi de um professor a história de uma experiência feita com uma tartaruga.
Contou ele que prenderam a extremidade de uma vara no casco da tartaruga. Na outra extremidade, um cordão no qual pendia uma cenoura, de forma que ela ficava a alguns milímetros do alcance do referido quelônio.
Confesso que nunca confirmei se tartarugas gostam de cenouras. O fato é que, pelo menos nesta história, a tartaruga caminhava, olhos fixos e pescoço espichado, tentando em vão comer a cenoura que não acompanhava seu movimento.
Para dar um alcance maior à lição, o professor contava que, no caminho da tartaruga, foram colocadas várias outras cenouras que ela nem percebeu, tal a ânsia de atingir a meta tão próxima e tão impossível.
Embora não tenha confirmado se biologicamente a história é correta, gosto da metáfora. E reflito:  quais são as nossas metas? Quais são nossas cenouras?
Temos ou não uma “cenoura-na-vara”? Por que corremos? O que nos move? Para onde estamos indo?
Enquanto questiono-me, percebo que não importa se corro atrás de uma única cenoura ou se pego qualquer uma do caminho. Importa é a consciência do caminhar: de onde venho, para onde vou, porque e como vou.
Não existe uma fórmula ou método certeiro para uma vida feliz. No entanto, a consciência do que fazemos já é um ótimo começo.

3 comentários:

Rica Almada disse...

Visita de agradecimento e um carinho no coração.
Peço ao PAI MAIOR QUE DE A VOCÊ PAZ, ALEGRIAS E MUITAS REALIZAÇÕES. Abraços cheio de luz...,Rica Almada. http://perfumeedesejo.blogspot.com.br/

Rica Almada disse...

Pessoa bonita! Hoje só passando para deixar um carinho
com frescor de primavera no teu coração.
ABRAÇOS ILUMINADOS...

Pedro Rangel disse...

Rica Almada
Fiquei surpreso e acarinhado por estas belas palavras. Obrigado!